terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
FILHOS ILUSTRES DOS INHAMUNS
"Dos mais numerosos é o rol dos
filhos ilustres do Tauá, uns vivos e outros falecidos. Dentre eles, para não
nos alongarmos, a seguir, citaremos apenas alguns, os que mais se destacaram.
Estão abrangidos, aqui, aqueles que nasceram no território do Tauá antigo, que
circunscrevia todo o INHAMUNS. Os que aqui não foram referidos estão
mencionados no texto.
Ângelo Alves Feitosa – Padre. (No seu túmulo,
MA, foi erguida uma capela)
Alexandre Ferreira Barreto – Padre. (Em
Flores de Tauá – educou Fausto Barreto);
Antero José de Lima – Monsenhor. (Paróquia
Itapipoca, Deputado e Senador)
Antero Américo Pereira da Silva – General e
Engenheiro Militar Guerra do Paraguai
Antônio Alves Feitosa – Monsenhor. Paróquia
Missão Velha
Antônio de Almeida – Padre. Cura de Juazeiro
do Norte, G. Paraguai.
Antônio Jataí de Sousa – Padre. Pároco Pedra
Branca e Barbalha
Antônio Leopoldino de A. Chaves – Advogado
(1º tauaense formado em Direito, 1835).
Bernardino Gomes de Araújo – Professor em Missão Velha e
poeta.
Bernardo de Castro Feitosa – Odont. e
Direito. Juiz em Mombaça e Independência.
Benedito de Sousa Rêgo – Pároco Várzea
Alegre, Tauá e Messejana.
Cândido Meireles – Odontólogo, Poeta e
Jornalista.
Domingos Alves Ferreira – Major Guerra do
Paraguai.
Eufrásio de Almeida – Poeta, Padaria
Espiritual.
Falconete Cavalcante Fialho –
Doutor-Engenheiro Agrônomo.
Fausto Carlos Barreto – Professor, Dep. Geral
do Ceará e Presidente RN.
Felipe Raulino de Sousa Uchoa –
Desembargador, Deputado Provincial.
Francisca Clotilde Barbosa Lima – Educadora e
Beletrista.
Francisco da Mota Sousa Angelim – Padre e
Deputado Provincial.
Francisco de Assis Feitosa – Monsenhor na
cidade do Crato.
Francisco José da Silva Carvalho – Padre e
Deputado Estadual.
Francisco Primeiro de Araújo Citó – Advogado
– Juiz e abolicionista.
João Felipe Pereira – Ministro do Exterior e
Viação no Governo de Floriano Peixoto
Joaquim Alves Feitosa – Deputado e Comandante
Batalhão da G. Nacional.
Joaquim Pimenta – Professor, Jornalista e
Sociólogo.
José da Costa Leitão –Vigário da Freguesia de
N. S. da Paz, Arneiroz.
José do Vale Feitosa – Professor da Escola
Normal do Rio de Janeiro.
Joviniano Barreto – Monsenhor. Reitor do
Seminário do Crato.
Jovino Guedes Alcoforado – Lente do Liceu do
Ceará, Padaria Espiritual.
Leandro Custódio de Oliveira e Castro – Major
da Guarda Nacional.
Leonardo Feitosa – Genealogista.
Lourenço Alves Feitosa e Castro – Deputado
Estadual e Guerra Paraguai.
Manuel de Araújo Feitosa – Cônego, Secretario
do Bispado do Crato.
Manuel Sedrim de Castro Jucá – Deputado e
Comandante da Cavalaria.
Maria da Glória Feitosa Freitas – Educadora.
Miguel Fernandes Vieira – Juiz em várias Comarcas.
Senador do Império.
Odilon Silveira Aguiar – Prefeito de Tauá.
Pedro Leopoldo de Araújo Feitosa – Mons.
Autor de Belezas da Religião.
Raimundo Bizarria – Emérito Professor e
Jornalista (Diário de Notícias, BA).
Ulisses Bezerra - Padaria Espiritual (Frivolino Catavento).
Vicente Alves Feitosa – Padre e Escritor (O
Nordeste e Ação).
Vital Bizarria – Poeta e Jornalista:
República e Região. Autor de COMIGO."
Fonte: FREITAS.
Antônio Gomes de. Inhamuns Terra e Homens. Fortaleza, 1972.
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
A BANDEIRA (POR FRANCISCA CLOTILDE)
A BANDEIRA
Vejo-te erguida, bela e tremulante
Tendo o azul deste céu resplandecente
E o verde esperançoso e potente
Que mostra a nossa flora sorridente.
Emblema augusto, símbolo potente
Banhada de sol vivo e brilhante
Relembra o poema amifulgante
A epopéia de feitos retumbante.
Amo-te assim, erécta, majestosa
Beijada pela brisa majestosa,
Querida, venerada dentre mil.
E como áureo, aos hinos da vitória
Ver-te sempre, brilhar cheia de glória,
Auriverde bandeira do Brasil!
Francisca Clotilde. Revista A Estrella. Aracati - Ceara, maio de 1910
Vejo-te erguida, bela e tremulante
Tendo o azul deste céu resplandecente
E o verde esperançoso e potente
Que mostra a nossa flora sorridente.
Emblema augusto, símbolo potente
Banhada de sol vivo e brilhante
Relembra o poema amifulgante
A epopéia de feitos retumbante.
Amo-te assim, erécta, majestosa
Beijada pela brisa majestosa,
Querida, venerada dentre mil.
E como áureo, aos hinos da vitória
Ver-te sempre, brilhar cheia de glória,
Auriverde bandeira do Brasil!
Francisca Clotilde. Revista A Estrella. Aracati - Ceara, maio de 1910
sábado, 17 de novembro de 2012
BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DO CEARÁ
Homenagem à escritora Francisca Clotilde
(aos 10 de novembro de 2012)
X Bienal Internacional do Livro do Ceará
A bisneta Rosângela Ponciano
X Bienal Internacional do Livro do Ceará
A bisneta Rosângela Ponciano
X Bienal Internacional do Livro do Ceará
Ângela Gurgel, Anamélia Mota e Madalena Figueredo, Ed Wilson Custódio
X Bienal Internacional do Livro do Ceará
Paloma Custódio, Edmilson Barbosa, Lanúzia Veríssimo, Pérola Custódio
X Bienal Internacional do Livro do Ceará
X Bienal Internacional do Livro do Ceará
Homenagem à escritora Francisca Clotilde
X Bienal Internacional do Livro do Ceará
Homenagem à escritora Francisca Clotilde
X Bienal Internacional do Livro do Ceará
Anamélia Mota e Ângela Gurgel
X Bienal Internacional do Livro do Ceará
As palestrantes Anamélia Mota e Ângela Gurgel
X Bienal Internacional do Livro do Ceará
X Bienal Internacional do Livro do Ceará
A palestrante Ângela Gurgel
X Bienal Internacional do Livro do Ceará
A palestrante Gildênia Moura
X Bienal Internacional do Livro do Ceará
X Bienal Internacional do Livro do Ceará
A palestrante Ângela Gurgel
X Bienal Internacional do Livro do Ceará
A palestrante Rosângela Ponciano
X Bienal Internacional do Livro do Ceará
A palestrante Luciana Andrade e
a organizadora Cecília Cunha
A palestrante Gildênia Moura
X Bienal Internacional do Livro do Ceará
Palestrantes Cid Carvalho e Rosângela Ponciano
X Bienal Internacional do Livro do Ceará
Cecília Cunha, Rosângela Ponciano, Anamélia Mota,
Luciana Andrade e Gildênia Moura
X Bienal Internacional do Livro do Ceará
Anamélia, Luciana, Adriana, Ângela, Regina, Rosângela e Gildênia
X Bienal Internacional do Livro do Ceará
Adriana, Anamélia e Ângela Ponciano
Escritores Edmilson Barbosa e Cid Carvalho
X Bienal Internacional do Livro do Ceará
Anamélia Mota na Bienal Internacional do Livro
Edmilson Barbosa e Cid Carvalho na Bienal Internacional do Livro
Fotos de Ângela Ponciano - bisneta de Francisca Clotilde.
CEARÁ (F. Clotilde)
Teu céu azul é sereno,
São belas tuas campinas,
Quando em abril se matizam
De vicejantes boninas;
Doces vozes se desprendem
Nos galhos por entre os
ninhos,
Onde cantam seus amores
Milhares de passarinhos.
A linfa que nos verdores
Desliza sonora e pura
Cicia ternos segredos
Das matas pela espessura;
E a refletir docemente
O azul sereno dos céus
Parece um límpido espelho
Da glória imensa de Deus.
Oh! Meu Ceará querido,
Bela pátria de Alencar,
Com quanto amor te venero
Oh! Como sei te exaltar!
Na fúlgida constelação
Da terra de Santa Cruz,
És a estrela mais brilhante,
Oh! Grande Terra da Luz!
Tem flores, as mais formosas,
Aves de todas as cores,
As borboletas mais lindas,
Os mais gentis beija-flores;
O teu luar argentino,
A se espalhar sobre o mar,
Inspira meiga poesia,
Obriga a gente a sonhar!...
Francisca Clotilde In: Sampaio, Filgueira. Noções de História do Ceará. Recife, PE, 1951 p109-110.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
FESTA DA PADROEIRA EM TAUÁ
Bonita Festa da Padroeira Nossa Senhora do Rosário em Tauá comemorando os 250 de fundação. O novenário com boa participação da população. Cada noite um Distrito com seu respectivo padroeiro embeleza as festividades. Dia 25 de outubro foi dedicado ao Distrito de Marruás. Queremos aqui registrar a importância da Barraca de História e Memória patrocinada pela Fundação Bernardo Feitosa no resgate da História do povo de Tauá. Da Vila de Marruás, registramos o casal Aureliano Cavalcante Mota e Amélia de Carvalho Mota e seus filhos:
Aureliano Cavalcante Mota e Amélia
Aureliano Mota/Amélia e filhos
Agostinho Mota e Dolores
Ataciso Mota e Nilda
Apolônio Mota e Ananias
Adalberto Bastos e Mariquinha
Adauto Mota e Naninha Custódio
Absolon Mota e Natália
Isabel/Amélia/Mariquinha e Alice Mota
Domingos Cavalcante/Aureliano Neto e Isabel Mota
CURIOSIDADES FAMILIARES
1. BATIZADO AMÉLIA (VOVÓ)
Amélia, branca, filha legítima de Agostinho Cavalcante da Silveira e D. Izabel Cavalcante da Silveira, moradores do Chique-Chique, nascida aos 26 de novembro de 1877. E dito foi solenemente batizada por mim aos dois de janeiro de 1878. Foram padrinhos: D. José Fernandes Vieira Bastos e Dona Vitória Fernandes Vieira Bastos. Do que para constar faço este assento que assino.
Vigário Benedito de Sousa Rego
Fonte: Paróquia de Nossa S. do Rosário
TB: 02 (1877-1879), fl. 20 v.
Vigário Benedito de Sousa Rego
Fonte: Paróquia de Nossa S. do Rosário
TB: 02 (1877-1879), fl. 20 v.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
TAUÁ - CE - CRIANÇA NASCE NA RUA
Meu Deus, que absurdo! Quanta falta de humanidade! Criança nasce na rua de Tauá. Na madrugada de domingo (21/10/2012) uma senhora entra em trabalho de parto e ao ser conduzida por seu esposo (encontravam-se nas alturas da Rodoviária) ela sentiu que a criança estava nascendo. Ele parou a moto gritou por socorro, nenhum taxista teve a ação de socorrê-los. Um grupo de jovens prestou os primeiros socorros, contaram à Rádio Cultura dos Inhamuns, que se dispuzeram a pagar o taxi, mas o proprietário só poderia conduzí-la no bagageiro, para não sujar o carro, o marido foi ao hospital pedir uma ambulância, mas também não foi atendido, informaram que ambulância só para viajar para fora. O Pró cidadania também não pode (por quê?) atendê-los. Enfim, foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros. Parabéns aos jovens que tiveram uma ação digna de aplausos.
Tauá: José e Cristina, pais de Hayalla Sophia
em entrevista à Rádio Cultura dos Inhamuns
Tauá: grupo de jovens que prestou os
primeiros socorros à parturiente dona Cristina
Tauá: Hayalla Sophia
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
SESQUICENTENÁRIO DE FRANCISCA CLOTILDE
.
Por Anamélia Custódio Mota
ANIVERSARIANTE DO DIA - FRANCISCA CLOTILDE
Francisca
Clotilde nasceu na fazenda São Lourenço, em São João dos Inhamuns*, hoje Tauá,
sede do município cearense de Inhamuns, em plena região encravada no polígono
das secas no Nordeste brasileiro, no dia 19 de outubro de 1862.
Filha de João
Correia Lima e de D. Ana Maria Castelo Branco . Sua infância decorreu sem
maiores incidentes na fazenda, na paz bucólica do sertão.
Por motivo ignorado e sem data
precisa, a família muda-se o povoado de Calabôca, serra que viria a ser a
cidade de Baturité, onde a menina fez seus primeiros estudos com a professora
D. Ursulina Furtado, por
quem, ao longo de sua vida, cultivou profunda admiração.
Depois do aprendizado primário, a família muda-se para Fortaleza,
onde foi matriculada, no Colégio Imaculada Conceição, já então se fazia notar o
seu espírito lúcido e elevado, a sua cultura sólida e brilhante e as suas
inclinações literárias e poéticas. Desde o ano de 1877 aparecem trabalhos seus
na Imprensa: Pedro II, Almanaqque do Ceará, etc.
Atendendo a vontade do pai, como era costume na época, casa-se
em 1880, aos 18 anos com Francisco de Assis Barbosa Lima. Pouco se sabe sobre
essa união. Já órfã de mãe, nesse mesmo ano perde o pai.
Em 1882, submete-se a exames para professora da Escola
Normal Pedro II, então dirigida e orientada exclusivamente por homens. Fazendo
provas brilhantes, com distinção em todas as matérias, foi considerada apta
para exercer o magistério, carreira com a qual se sentia fortemente inclinada e
- fato notável – foi a primeira professora do sexo feminino a lecionar na
Escola Normal, com apenas 20 anos de idade.Era Diretor desse educandário, àquela época, o Sr. José
de Barcelos, e foi seu examinador o professor Tomaz Antonio Carvalho, que
era lente só para o sexo masculino.
Lecionou na Escola Normal de junho de 1882 até o ano de 1893,
quando por perseguição política e outros preconceitos, foi demitida.
Integrante da Sociedade das
Cearenses Libertadoras, movimento de caráter abolicionista, fundada em 18
de dezembro de 1882, ora angariando fundos, ora escrevendo panfletos, na
terra que primeiro libertou os escravos, foi não tenhamos dúvida, ao lado de
Maria Tomázia, uma das pioneiras do movimento abolicionista.
Em primeiro de janeiro de 1883 participou em Acarape
(Redenção) da libertação dos escravos daquele município.
Foi figura proeminente do Clube Literário
do qual fizeram parte: Duarte Bezerra, Farias Brito, Justiniano de Serpa,
Antonio Bezerra de Meneses, Oliveira Paiva, Juvenal Galeno e outros. O Clube
Literário manteve na imprensa um jornal A Quinzena, onde Francisca
Clotilde publicou vários sonetos, contos e crônicas repassados de lirismo e
cheios de beleza.
Colaboradora do jornal, O Domingo;
surgido em Fortaleza em 1888, onde colaboraram figuras de projeção como Rodolfo
Teófilo, Clóvis Beviláqua, Juvenal Galeno e outros.
Redigiu para A Evolução
jornal científico e literário, fundado em 1888 dirigido por Duarte Bezerra e
Fabrício de Barros. No artigo de apresentação do jornal supra citado, ela
afirma: “A evolução é a
palavra do século, deve, portanto, ser a bússola do jornalista criterioso”.
Colaborou também no Ceará Ilustrado, surgido a 20 de
janeiro de 1894, aparecendo trabalhos seus em meio aos de Álvaro Martins,
Sabino Batista, Viana de Carvalho, Juvino Guedes, Alves de Lima, Pedro Muriz,
Rodrigues de Carvalho e outros.
Em O Lyrio, de Recife (1902-1904), de Amélia Beviláqua
(esposa do jurista cearense Clóvis Beviláqua) com quem tinha laços de amizade;
teve poesias e contos publicados.
Defendia
idéias liberais democráticas, abolicionistas e republicanas. Tendo demonstrado
em vários artigos, contos e poesias sensibilidade diante das diferenças e
discriminações sociais, por isso recebeu críticas severas.
Em
1889 publica obra didática Lições de Aritmética para a Escola Normal,
ala feminina, com objetivos pedagógicos, contendo 102 páginas.
Em 1893, por perseguição política foi demitida da Escola
Normal, e fundou em Fortaleza um educandário: Externato Santa Clotilde, que
funcionou por três anos.
Em 1897 publica Coleção de Contos, com prefácio de
Tibúrcio de Oliveira (autor de O Jangadeiro), pela Tipografia de Cunho Ferro
& Cia.
Finalzinho do século volta a morar
em Baturité, fugindo de um surto de tuberculose e outras epidemias que pairava
em Fortaleza.
Abriu em Baturité um Externato em que
meninos e meninas, sem separação assistiam, ao mesmo tempo, a mesma aula e, ao
recreio, convivendo na doce camaradagem da infância.
Em 1902, impassível às regras da
sociedade publica A Divorciada, romance
de 233 páginas. publicado na Tip. Moderna a vapor Ateliers Louis, Fortaleza,
Rua Formosa (hoje Barão do rio Branco) n.º 71, obra que pelo título abala a sociedade
conservadora da província gerando debates conflituosos entre a ala conservadora
e a ala progressista.
A Cidade, jornal periódico de Sobral na edição
de 7/06/1902, “louva o estilo da romancista que qualifica de “ligeiro,
delicado, fácil, correto e atraente, inspirado em realismo puro”.
Co-fundadora da primeira agremiação literária feminina, fundada em Fortaleza em 1904 A Liga Feminista Cearense, presidida
por Alba Valdez, identificadas no meio literário como defensoras do direito da
ascensão cultural, econômica e política para as mulheres.
No dia 28 de outubro
de 1906, ainda na cidade de Baturité juntamente com sua filha Antonieta
Clotilde inicia a publicação da revista A Estrella, que teve duração
ininterrupta até 1921.
Em fevereiro de 1908 ela deixou a
cidade de Baturité, embarcando para a cidade de Aracati a convite de pessoas de
destaque daquela sociedade. Em 09 de março do mesmo ano fundou o Externato
Santa Clotilde, com participação ativa de duas filhas: Antonieta e Ângela
Clotilde.
Colabora, tanto ela quanto a filha
Antonieta Clotilde, no O Aracati – órgão de imprensa local – falando das
atividades literárias, afirma que “a burguesia azinhavrada de interesses
materiais não predomina entre nós”. Em resposta, citando os intelectuais da
terra o jornal diz que: “merecem verdadeira apoteose de aplausos as primorosas
quão modestas poetisas as Clotldes, mãe e filha” (edição de 25 de março de
1909).
Posteriormente ampliou o Externato
com um curso masculino que deu bons resultados, continuando de então até 30 de
novembro de 1935, aos 73 anos, passando, portanto, mais de 53 anos de profícuo
e afanoso lutar em prol do desenvolvimento intelectual da mocidade cearense
(Fortaleza, Baturité e Aracati), sendo a maior parte desse tempo, ou seja, mais
de 27 anos, na cidade de Aracati. Na realidade se educou a elite da juventude
da terra dos “bons ares”.
Ajudou na criação da Liga
Feminina em apoio à candidatura oposicionista de Franco Rabelo a Accioli.
Nesse tempo publicou uma série de artigos, posteriormente organizado em
coletânea Pelo Ceará, editados na Folha do Comércio de Aracati –
CE: Tip. Comercial, s. d. 70 p.
Além de professora, poetisa,
colaboradora em revistas e jornais, contista, romancista, foi também
dramaturga. Escreveu várias obras teatrais, monólogos, diálogos, comédias e
dramas históricos.
Em 1924 a fúria do Jaguaribe, quase
arrasa as cidades que banhava e de modo especial a cidade de Aracati, e, muito
se perdeu da produção e história das Clotildes (Francisca, Antonieta e
Angelita).
De formação religiosa, tendo grande
devoção por Santa Tereza.
Mercê de seu talento, teve o grito
da mulher como expressão estética para sua obra. Francisca Clotilde foi mulher
de vanguarda, uma mulher de denúncia; escreveu sobre questões sociais,
colocando em debate o mundo das pessoas, dos homens e das mulheres. Atravessou
os anos e confirma, centenária, a vocação de ser imorredoura.
Faleceu em Aracati - CE, em 8 de dezembro de 1935.
Suas obras hoje constituem
raridades bibliográficas. Podem ser encontradas na Biblioteca Nacional e na
Biblioteca Pública Menezes Pimentel de Fortaleza – CE, no Setor de Obras Raras.
É
Patrona na Ala Feminina na Casa de Juvenal Galeno. É nome de rua em
Fortaleza-CE, no bairro Rodolfo Teófilo, CEP: 60431-070. É nome do Grupo Teatral da cidade de Aracati CE. É
Patrona da cadeira número 11 na Academia Tauaense de Letras, ocupada por
Anamélia Custódio Mota, que desenvolve uma acirrada pesquisa sobre essa
Tauaense Ilustre.
Tauá- Ce, 19 de outubro de 2005 –
(Divulgado nas três emissoras de rádio)
HOMENAGEM À FRANCISCA CLOTILDE
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