segunda-feira, 10 de outubro de 2016

CENTENÁRIO DE ADAUTO CAVALCANTE MOTA






Adauto Cavalcante Mota nasceu aos 15 de outubro de 1916 na fazenda Todos os Santos, Marruás, distrito de Tauá. Filho de Aureliano Cavalcante Mota e de Amélia de Carvalho Mota. Casou-se em 1949 com Ana Custódio Mota, filha de José Custódio Moreira e de Francisca Custódio Evangelista, do vizinho Município de Mombaça.


Dessa união houvera 13 filhos, quatro faleceram na tenra idade: Adauana, Ana Lúcia, Arnaldo e Agnaldo. Os outros nove chegaram a idade adulta, são eles: 1. Adauto Filho, 2. Aureliano José, 3. Arís, 4. Anamélia, 5. Antônio, 6. Adálio, 7. Ana Maria, 8.Anairton, 9. Ayla Maria.

São 21 netos: 1.1 Dauana, 1.2 Dante e 1.3 Diana/ 2.1 Ítalo e 2.2 Igor/ 3.1 Daniel e 3.2 Danilo/ 4.1 Edmilson, 4.2 Ed Wilson, 4.3 Pérola e 4.4 Paloma/ 5.1 Lurdiana e 5.2 Nara/ 7.1 Josiane, 7.2 Joice e 7.3 Jorge Luiz/ 8.1 Filipe e 8.2 Ana Paula/ 9.1 Jéssica, 9.2 Átila e 9.3 Sadi.

São 15 bisnetos: 1.1.1 Emanuel e 1.2.1 Malu/ 2.1.1 Marcos Vinícius e 2.1.2 Ítalo Júnior/ 2.2.1 Igor Filho e 2.2.2 David Luca/ 3.1.1 Ranna e 3.1.2 Cauan/ 4.1.1 Raul e 4.1.2 Arthur/ 4.2.1 Levi e 4.2.2 Daniel; 4.4.1 Eduardo/  7.1. 1 Murilo/ 9.1.1 Anita.

Agropecuarista de nascença, no distrito de Marruás, município de Tauá, foi também comerciante, desenvolvendo essa atividade na Vila de Marruás, na cidade de Senador Pompeu e na cidade de Tauá.

Amou a família e a ela se dedicou ao longo de sua vida, dando-lhe exemplos de seriedade, retidão e fé. Católico praticante, manteve respeito e dedicação à Igreja Católica, devoto de Santa Rita de Cássia, padroeira da Vila de Marruás.

Faleceu aos 29 de novembro de 2005, na cidade de Tauá, foi sepultado no cemitério São Judas Tadeu.

Com fé e esperança estaremos reunidos no dia do seu Centenário de Nascimento celebrando a Santa Missa na Igreja Nossa Senhora do Rosário, cuja Missa será celebrada pelo padre Sebastião César.


terça-feira, 4 de outubro de 2016

ELEIÇÕES PARA PREFEITO TAUÁ 2016


SEDE:

Carlos Windson    
9.266
Patrícia
8.030

BARRA NOVA:

Carlos Windson
                 615
Patrícia
  641


CARRAPATEIRAS:

Carlos Windson
1.452
Patrícia
1.220


INHAMUNS:

Carlos Windson:
   882
Patrícia
1.248


MARRECAS:

Carlos Windson
1.305
Patrícia
1.444


MARRUÁS:

Carlos Windson
1.143
Patrícia
1.197


SANTA TERESA:

Carlos Windson
   483
Patrícia
1.127


TRICI:

Carlos Windson
1.141
Patrícia
1.287




VOTOS VÁLIDOS: 32.481

SEDE: 17.296 / C. WINDSON: 9.266 = 53,57%
                           PATRÍCIA     : 8.030 = 46,43%

DIST:  15.185 / C. WINDSON: 7.021 =  46,24%
                          PATRÍCIA     : 8.164 =  53,76%

SEDE+ DISTRITOS: C.WINDSON: 16.287 = 50,14%
                                       PATRÍCIA: 16.194 = 49,86%
                                                                 93 = 00,29%


                 






quinta-feira, 9 de julho de 2015

SONETOS CENTENÁRIOS (FRANCISCA CLOTILDE, 1915)

FRANCISCA CLOTILDE
 
Há 100 anos (1915) o Ceará enfrentou uma das maiores Secas de sua história. Na poética de Francisca Clotilde encontramos alguns sonetos do referido ano, os quais transcrevemos:
 
NO CALVÁRIO (Ao Frei Marcelino de Milão)
 
Ergue-se a cruz no monte! As sombras lutulentas
De um eclipse de sol a terra toda envolvem;
Tudo sofre e se agitam, as pedras se revolvem,
E mortuárias visões, das tumbas surgem lentas.

Aqui e ali se veem criaturas macilentas
Que mesmo na aflição os seus olhares volvem
Para o Mártir divino, a blasfemar cruentas
E outra há que a adorá-lo, enfim já se resolveram.

Um gorjeio não se ouvem... A turba emudecida
Em face da tragédia horrorosa, deicida.
Desvenda o mundo inteiro, o mais triste cenário.

Somente o amor de mãe, inquebrantável, forte,
Não vacila, e resiste ao suplício, a morte.
Brilhando como o céu, nas trevas do calvário.
 
(F. Clotilde. Revista A Estrella, março de 1915).
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PRECE 

Oh! Bendita Virgem, Mãe piedosa,
Nívea dos céus, Maria Imaculada
Dentre as flores do céu mística rosa
Entre as mulheres, Santa proclamada!

Tua pureza Angélica e ilibada 
Não teve manchas... Linda, fulgurosa
É corno de uma estrella, a luz radiosa
Que esgarça a treva aos beijos d’alvorada.

Conforta o nosso pranto, escuta a prece
Do triste, do exilado que padece,
Nesta vida cruel, desoladora;

Oh! Tu, Onipotente junto a Deus,
Desprende sobre nós do azul dos céus 
Tua benção de Mãe consoladora.

(F. Clotilde. Revista A Estrella, abril de 1915)
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MAIO (Ao A. Ferreira)

Eis que Maio chegou! Mas triste e desolado,
Sem primores de rosas e graças de boninas,
Já não ostenta o verde alegre das campinas,
Semelha um pobre rei de galas despojado!

Crestou do vento ardente, a louçania aos prados
A terra calcinou-se, e no vale, nas colinas
Já não tem o dulçor da linfa cristalina
Domina a solidão nos eternos descampados.

Rosas morrendo ao sol! Até sobre os altares
Da virgem sacrossanta, ela não vem aos pares
Exalar o seu perfume em grata suavidade.

Pobre Terra da Luz! Não tens mais primavera,
E, em vez de flores mil, que tinhas noutras eras,
Envolve-te a tristeza outonal da saudade! 

F. Clotilde. Revista A Estrella. Aracati, maio de 1915.
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MISTÉRIOS 

Há um encanto secreto, um mistério insondável
No seio da floresta, e o seu recesso esconde
Tanta coisa ideal, sobre a rendada fronde,
Na beleza sem par, selvática, admirável!

A ave que desata a voz límpida, inefável
A voejar pelo azul exprime de onde em onde
Um idílio de amor que a brisa responde
E o aroma a se espargir , num eflúvio adorável.

Nos esponsais da flor, oh! que ternura existe!
Que pode compreender a força que persiste,
A vibrar no mistério, a palpitar no arcano? 

Quem pode do porvir traçar o itinerário,
Investigar quem ousa o pensamento vário
E o supremo mistério – o coração humano?

(F. Clotilde. Revista A Estrella, Jul. de 1915)
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TEU NOME

É bálsamo de amor que os lábios suaviza
É cântico do céu... encanta, atrai, consola,
Essência lirial que para Deus se evola,
É hino de esperança e as dores ameniza.

Maria! Ao repetir teu nome se matiza
De bênçãos meu viver que a dor cruel.
Doce réstia de luz, confortadora esmola
Da graça e do perdão que as almas sublimina.

Permite, oh! Mãe bondosa, oh! Virgem sacrossanta
De teu nome ideal que a melodia santa,
Vibrando dentro em mim as horas de amargura,

Seja a nota eternal, a nota harmoniosa
Que minha alma murmure, a te fitar ansiosa,
Estrela que nos guia à pátria da ventura! 

(F. Clotilde. Revista A Estrella, julho de 1915).
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PARA O IGNOTO
(Ao ilustre Cel. Probo Câmara)

 
Eles têm que partir!... A caravana triste
Despede-se a chorar de doce abrigo,
No campo nem sequer uma florzinha existe,
O flagelo varreu todo o esplendor antigo!

A casinha, esta sim, tão alva inda persiste,
Inda guarda o verdor o juazeiro amigo;
Mas, lá longe, na estrada, o horror, o desabrigo,
A saudade cruel a que ninguém resiste!
E eles têm de partir! O rossicler do dia
Já brilhou no horizonte em clarão de agonia,
A lembrar-lhe o exílio em um país remoto.

Olham mais uma vez a casa... o céu azul
E se vai chorar o triste bando exu,
Em procura do Além, em busca do Ignoto.
 
(F. Clotilde. Revista A Estrella, Aracati, ago/set. de 1915).
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VÉSPER
 
A noite faz-se bela e iluminada
Vésper brilhante, a confidente amiga
Surgiu no azul, estrela abençoada
Cujo fulgor os corações abriga!
 
E, da tela infinita a luz dourada,
Essa luz que consola e que mitiga
A saudade, o pesar, a dor antiga
No eflúvio do céu carícia amada.
 
Desperta dentro de mim viva lembrança
Da ventura que foge e não alcança,
Porque no mundo tudo é falso e vão.
 
E, enquanto pelo céu Vésper fulgura,
Sinto envolver-me a sombra da amargura,
A noite sem estrela e sem clarão.
 
F. Clotilde. Revista A Estrella, dez de 1915. 

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