terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

BAILADO DAS ARTES DE FRANCISCA CLOTILDE

TEATRO DE BONECOS FRANCISCA CLOTILDE (HÉLIO SANTOS)

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Com o BAILADO DAS ARTES, Francisca Clotilde elege a Poesia, a Música, a Pintura, a  Dança, a Escultura, a Equitação, a Agricultura e a Imprensa, como as principais artes da Humanidade:
BAILADO DAS ARTES

CORO:  Representamos as Artes,
Sempre belas e primorosas,
Temos de todas as partes,
Homenagens fervorosas.

Do progresso universal,
Como seguros fatores,
Garantimos afinal
A glória aos conquistadores.

POESIA: Temos certo a primazia,
Atinjo a maior perfeição,
Sou a invencível poesia
Que domina o coração.

Traduzo com meu vigor
Toda graça e suavidade
Que têm os sonhos de amor
E as tristezas da saudade,

Representamos, etc.

MÚSICA: Afetos sublimizados,
Os mais ternos sentimentos
Expressam bem afinados
Os meu vários instrumentos.

Quer num tom alegre ou triste,
Só despertam simpatias,
E nada no mundo existe
Que me exceda as harmonias.

Representamos, etc.

PINTURA: Eu sou a alegre Pintura
Tenho graça e beleza,
Sou viva, sincera e pura
Amante da natureza.

Guardo as lembranças queridas
Em quadras de seleção,
Na minhas cores mais finas
Se compraz o coração.

Representamos, etc

ESCULTURA: Os vultos que sagra a História
Do meu cinzel o primor
Faz reviver para a glória
Cercados d’áureo esplendor.

Quem não conhece o meu nome?
Eu sou a bella escultura...
O tempo todo consome;
Mas minha força é segura.

Representamos, etc.

DANÇA:  Nos salões mais se aprimora
O encanto que em mim transluz
Sou festiva como a aurora,
Tenho graça, vida e luz.

Sou a dança que fascina
Em seus torneios variados,
Desde a galante menina
Aos jovens mais delicados.

Representamos, etc.

EQUITAÇÃO: Tenho igualmente um brasão
Na falange decantada,
O meu nome – Equitação –
Sou deveras apreciada.

Nas pistas e nas corridas
O jovem belo e garboso
Faz conquistas decididas
Ao meu influxo gracioso.

Representamos, etc

AGRICULTURA: Transformo a face da terra,
Mudando espinho em flores,
Quanta vida não decerra
O arado! Quantos primores!

A Agricultura bendita,
Igual é uma mina d’ ouro,
Produz riqueza infinita,
É um perfeito tesouro.

Representamos, etc.

IMPRENSA:  Nada pode resistir
Ao meu prestígio sem par,
Sou a imprensa...e de porvir
Eu sei a trilha aclarar.

Rompi as brumas... e radiosa,
Como uma estrella nos céos
Brilha nas trevas, ansiosa
Esgarça da noite os véus.

Representamos, etc.

CORO FINAL: Em bela e nobre falange
Seguimos trilho seguro,
Ninguém há que desarranje
As vitórias do futuro.

As Artes, sempre gloriosas,
Terão a maior influência
Nas conquistas mais honrosas
Nas lutas da inteligência!

(F. Clotilde. Revista A Estrella. Aracati, ed. de out/nov/dez de 1921).

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

TAUÁ: BELEZAS NATURAIS

Tauá - Planalto Quinamuiu e Rio Trici
Foto: usedata, 2004

Tauá - Sangria do Açude Várzea do Boi
Foto: usedata, 2004

Tauá - Marrecas
Foto: Franzé Mota, 2012

Tauá - Carrapateiras: Rumo à Barra do Vento
Foto: Ana Maria Custódio Mota, agosto de 2012

Tauá - Quinamuiu - Rio Trici
Foto: Manoel Enéas Alves Mota, 2004
 

domingo, 26 de fevereiro de 2012

TAUÁ CARNAVAL ANO 2012

Carnaval em Tauá
Júnior, Paloma, Anamélia, Edmilson e Pérola

Carnaval em Tauá
Juliana Mota e Raul no Tauá folia 2012
Carnaval em Tauá
Edmilson, Juliana e Raul

JOSÉ CUSTÓDIO MOREIRA E FRANCISCA CUSTÓDIO EVANGELISTA

JOSÉ CUSTÓDIO E CHIQUINHA EVANGELISTA

Meus avós maternos - Fazenda São Vicente - Mombaça - Ceará

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

MEUS NETOS RAUL E LEVI

ANAMÉLIA, RAUL E LEVI

Meus netos são frutos das sementes que plantei.

ANTOLOGIA DE POETAS TAUAENSES

EDSON MASSILON - POETA TAUAENSE

LEMBRANDO... LEMBRANDO

Lembrando o bom Jesus o sofrimento
Que da humildade verte a salvação,
Lembro o peregrino em seu juramento,
Que pela fé, firme segue a missão!

Lembrando o bom Jesus o ensinamento
Que da Caridade emana a oração,
Lembro o órfão em seu grande sofrimento,
Que da vida é um paria, nosso irmão!

Lembro o Mestre com seu sorriso ameno
Que fluidos gera a Paz toda esperança,
Faço um apelo, um clamoroso aceno...

Que eu seja, Senhor, qual a criança
E, do teu meigo olhar ó Nazareno!
Nos venha o amor, a fé e doce bonança!

Edson Massilon. Coisas do Meu Sertão, p. 09.


*****


Ali, represo ao pé de colossal barreira
Grande volume d’água, esparsa junto à vila,
Com flavo brilho de ouro enfeita-se e rutila
Do sol à projeção melífua, derradeira.

E o sol no ocaso imerge. A superfície inteira,
D’água não mais tresluz serena, mui tranqüila.
Da noite já o sedal escuro vem cobri-la,
E enfim todo o esplendor esvai dessa maneira.

Se foge uma esperança, uma ilusão ou crença
Que temos, qual farol, na senda desta vida,
E assim foge seu brilho excelso num momento.

Vem-nos do desengano a espessa treva imensa
Também nossa alma cai descrente, amortecida,
No negro pesadelo, atroz desalento.

(Sebastião Cavalcante. Revista Fortaleza, abril 1907)

http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=10498&v=1

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Tu desceste dos céus e aos céus te volves
Num grande impulso do mais santo Amor
Do teu carinho os corações envolvem
Rios de luz que vem do Criador.

Gênio dos pobres, da miséria e horror
Foges ao teu jeito e as dúvidas resolves
Tornas a mágoa em risos, o espinho em flor
Do mundo as dores íntimas resolve.

Beijas a fonte da orfãzinha loura
O teu olhar é como o sol que doura
O monte, o vale e a terra toda em luz

Os homens unes num convívio terno
Crias o céu, a paz, o gozo eterno
Oh! Caridade, Oh! Filha de Jesus!

(Francisca Clotilde. Revista A Estrella, agosto de 1910)

http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=9969 


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TRIUNFAL

Pudesse eu copiar no mármore divino
Do verso, essa beleza helênica que eu vejo
Como a provocação mais viva do desejo
Sob a forma ideal de um corpo feminino!

E assim perpetuar o encanto peregrino
Que de ti se irradia e me oferece ensejo
De morrer a teus pés, suplicando o teu beijo,
A cantar-te o esplendor num derradeiro hino!

E, expirando, lega às gerações futuras,
No verso eternizada, – a plástica radiosa
Que te furta ao vulgar das outras criaturas!

Mas, a te descrever não se me anima a idéia,
Que uma beleza assim, tão grande e majestosa,
Não cabe em madrigais: faz jus a uma epopéia!

(Eufrásio de Almeida. Revista A Constelação. Fortaleza, nov. 1912)

http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=11100


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PACIÊNCIA

Irmã dos pobres, terna e doce amiga
Dos tristes, dos vencidos, dos descrentes;
Dos que um destino avesso desabriga
E andam na vida assim como desmentes.

Que a tua afável luz sempre me siga,
E as minhas dores mudas adormentes,
Que eu sempre te abençoe e te bendiga,
Irmãzinha dos velhos e dos doentes.

Toda a razão do amor tu concretizas:
Quando o conforto espalhas entre os seres,
E as agonias fundas amortizas.

Tu, que de consolar nunca te cansas,
Bendita sejas sempre, só por seres
Semeadora eterna de esperanças.
 
(Cândido Meireles. Sonetos Cearenses, 1938)

http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=10386
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TAUÁ

Sou de Tauá eterno apaixonado
Amante do sertão como ninguém
Eu sempre serei mui afeiçoado
A terra de onde vim, e do meu bem.

Sonhos mais lindos sonhos coloridos
Pastagens, animais, roças em flor –
Milho, algodão, feijão, arroz florido,
De galhos em galhos, aves, beija-flor...

Do passado distante inda presente,
Muita, muita saudade a gente sente,
Como da meninice o aniversário:

Bolo, bola, peteca, cirandinha,
Da fazenda da vovó Senhorinha,
De minha mãe as contas do rosário.

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(Aurélio Loiola, Acontecência, Fev. de 2003)
http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=10383
 

A MULHER NA POLÍTICA (FRANCISCA CLOTILDE)

A MULHER NA POLÍTICA

Hoje, que o movimento progressista da humanidade se tem desenvolvido de modo extraordinário e animador, não é de estranhar que a mulher, deixando-se arrastar na onda de entusiasmo, fique ao lado do homem na luta pelas boas causas. 

Desde os tempos mais remotos, vemo-la desempenhar um importante papel, apesar de ser considerada frágil e inconstante pelos espíritos pessimistas.

A história bíblica fala-nos de Débora doutrinando o povo à sombra das palmeiras e dando-lhes planos de batalha para repelir o inimigo; mostra nos a linda viúva de Betúlia que, inspirada por Deus, penetrou no campo dos Assírios e conseguiu degolar o general Holofernes.

Ao lado de Judite de destaca-se a figura não menos gentil de Ester que com uma diplomacia encantadora conseguiu vencer Assuero e salvar seus irmãos oprimidos.

A coragem de mãe dos Macabeus alia-se ao valor da mãe de Gracos, que ia ao templo agradecer aos Deuses em vez de prantear a morte dos filhos em defesa da Pátria.
Clotilde, a esposa de Clóvis, foi fundadora da monarquia francesa e à sua influência deveu a França um período de prosperidade e de vitórias.

Foi o próprio Deus que arrancou a pastorinha de Domremy à placidez de sua vida simples e atirou-a no campo da luta para fazer sangrar Carlos VII e salvar o império francês.

O nome de Joana D’Arc é venerado por todos e a Igreja a colocou entre os bem aventurados porque o seu patriotismo irradiava os reflexos da virtude mais sólida, de pureza mais angelical.

Foi Catarina de Médicis a instigadora fanática dessa tragédia horrorosa que fez correr o sangue dos huguenotes na Saint Barthélemy e, quando a França se debatia agitada convulsionada na revolução cujo advento foi a tomada da Bastilha, as mulheres inflamaram-se e acompanharam os cidadãos nessa tentativa audaciosa de tomar a fortaleza secular sem temer os canhões, nem a guarda real, auxiliando, animando, batendo-se ao lado dos defensores da causa do povo.

Théroige de Mericourt, a revolucionária das ruas sobressaia nas caminhadas populares e foi Mme. Roland´ a alma da revolução cujo cérebro idealizava planos da mais alta política entre os Girondinos e cuja cabeça ao cair no cadafalso ainda teve lampejos de inteligência pelo bem do povo.

Em que pese aos obscuristas, o tempo do fuso e da roca já desapareceu na voragem do passado e hoje a mulher, se não tem o direito de se apresentar nos comícios eleitorais, porque a lei não lh’o quis ainda conferir, tem o direito sagrado de acompanhar o homem, máxime quando ele se bate pela pátria em seus dias nefastos e trabalha pela liberdade e pelo progresso.

Por que estranhar que se tenha criado a Liga Feminina em prol de uma candidatura que é a esperança de um Estado oprimido e digno de melhor sorte?

Porque censurar as manifestações a que as próprias crianças se associam com o sorriso nos lábios e a inocência lhes irradiando na fronte?

Falem contra a mulher cearense; eu aplaudo-a porque confio que a sua presença nestas festas populares é um prenúncio de triunfo para a boa causa e concito-a reanimar o valor de seus filhos e a ensinar-lhes que, acima dos governos mal inspirados, está a imagem da Pátria pedindo amor e sacrifício, impondo-se à nossa veneração, pairando serena e controlada como o céu que se desdobra sobre nossas cabeças lembrando-nos que Deus para reunir a humanidade teve também o concurso sublime de uma mulher que Ele colocou à sua destra, acima de todas as criaturas, no fastígio da glória e da imortalidade.

F. Clotilde. Pelo Cerrá. Aracati, 1912 pp. 2-5.
ARAÚJO. Maria Stela Barbosa. Mulheres do Brasil. Vol. 01, Fortaleza, Editora Henriqueta Galeno 1971, pp. 240-242.
MOTA. Anamélia Custódio. FRANCISCA CLOTILDE: Uma Pioneira na Educação e na Literatura no Ceará. Canindé, 2007 pp. 94-95.

Esse ano de 2012, comemora-se no Brasil os 80 anos do direito ao voto pelo sexo feminino, comemora-se também o Sesquicentenário de Nascimento da escritora Francisca Clotilde.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

FRANCISCA CLOTILDE: PREFÁCIO (Por Rosângela Ponciano)

FRANCISCA CLOTILDE

Receber o convite para prefaciar este livro para mim foi motivo de extremo contentamento, mas ao mesmo tempo, me proporcionou uma sensação de insegurança quanto ao texto que iria ser construído, já que nunca produzira algo nesse sentido. No entanto, um impulso interior me fez aceitar prontamente, pois o nome de Anamélia Mota prenuncia um trabalho, sério, profundo, persistente, até.
            Lembro-me da primeira vez em que conversei com a escritora. Foi através do telefone. Ela falava de Tauá e conseguira o meu número, através de um amigo do teatro que havia estado naquela cidade. O motivo era o mesmo que durante anos me aproximara de tantas pessoas: Francisca Clotilde.
            Seguiu-se, então, um número sistemático de ligações, e-mail's e cartas da escritora, em busca de dados sobre a matriarca das Clotildes. Na medida do possível, eu enviava as informações solicitadas, que iam enriquecidas por imagens e peculiaridades da nossa querida “estrela”.
            Vi, ao longo de todo esse tempo, a escritora Anamélia se debruçar sobre os apontamentos resultantes de uma varredura nas bibliotecas e acervos de Tauá, Fortaleza, Baturité e regiões vizinhas. Um trabalho meticuloso, paciente e investigativo. A escritora não se abatia diante das dificuldades encontradas como conseqüência de um longo período de silêncio por parte de muitos escritores e pesquisadores. Cada informação, cada dado colhido cuidadosamente, era imediatamente enviado para mim e trocávamos registros, suposições e constatações. Um trabalho difícil, porém extremamente prazeroso e encantador.
            Percebi que acontecera com a escritora Anamélia o mesmo que já havia detectado em boa parte das pessoas com quem mantive contato, ao longo dos anos, por ocasião das pesquisas: o surgimento de uma paixão, eu diria amor, por Francisca Clotilde. Neste caso era diferente, parecia estar mais acentuado. Até nos últimos minutos da noite as ligações surgiam provenientes de Tauá. Alguns dados eram novos até para a própria família. As informações diziam respeito não só à autora de ‘A Divorciada’, mas se estendiam às produções de seus filhos e a registros em revistas da época. O quebra-cabeças estava, finalmente, sendo construído.
            Fui uma das primeiras pessoas a ter o conteúdo deste livro nas mãos e a cada página, a cada assunto abordado pude ter a certeza de que as informações eram enriquecedoras e nos permitiam uma abordagem mais ampla sobre a trajetória que Francisca Clotilde construiu de Tauá a Aracati, onde deixou seus descendentes.
            Ver a publicação deste livro me deixa extremamente feliz. É um registro sério que vem reunir informações antes fragmentadas, agora cuidadosamente organizadas que vêm dar suporte a tantos pesquisadores inquietos com a ausência de maiores dados sobre Clotilde. A leitura é instigante e nos permite, em certas ocasiões, experimentar a sensação de voltar no tempo que a querida professora, escritora e poetisa abolicionista ajudou a construir com mãos, gestos e atitudes íntegras, ao longo dos setenta e três anos em que esteve entre nós, seja através do Externato Santa Clotilde, nas páginas da revista centenária, A Estrella, nos seus contos, poemas, dramas ou nos fatos pitorescos, aqui narrados, que nos falam da “doce velhinha” que acolhia a todos, sempre com um sorriso a nos ensinar, humildemente, a linguagem do amor e da evolução do ser humano, na construção de um mundo melhor.
            Não cairia na imprudência de dizer que é um livro completo, pois conhecendo a escritora Anamélia Mota como eu conheço, sei que continuará, incansavelmente, a sua pesquisa nos proporcionando, quem sabe num futuro próximo, a oportunidade de conhecer mais informações que irão dar seqüência a este livro tão precioso em detalhes. Posso dizer, no entanto, que se trata de um resultado encantador pelo teor que contém e que, há anos, vem sendo aguardado algo nesse sentido por pesquisadores e admiradores da mulher Francisca Clotilde.
                                                                                                         Rosângela Ponciano
    Aracati - CE, 10 de agosto de 2007
           

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

ADAUTO CAVALCANTE MOTA e ANA CUSTÓDIO MOTA

 Adauto e Naninha, 1949 Casamento Civil em Senador Pompeu

 
Adauto e Naninha Colônia de Férias TELECEARÁ

 
Adauto e Naninha, 2004 Formatura do neto Ed Wilson
 
 
Adauto e Naninha, Tauá, 2005

"Entre as manifestações importantes ou significativas da memória coletiva, encontra-se o aparecimento da fotografia, que revoluciona a memória: multiplica-a e democratiza-a, dá-lhe uma precisão e uma verdade visuais nunca antes atingidas, permitindo assim guardar a memória do tempo e da evolução cronológica". 
 (Jaques Le Goff)

CARNAVAL TAUÁ CEARÁ: 1941

(Foto: Luiz Borges) 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

APOLÔNIO CAVALCANTE MOTA - 101 ANOS = 36.865 DIAS

Apolônio Mota - Juliana (neta) - Edmilson Barbosa (sobrinho/neto) e Raul (bisneto).

Apolônio Mota - Anamélia Mota (sobrinha) - Ed Wilson e o aniversariante Levi

PARABÉNS APOLÔNIO MOTA!

Saldar venho meu tio,
"Essa data venturosa;
Pois relembra o teu natal,
Salve data auspiciosa!" 


Filho de Aureliano Cavalcante Mota e Amélia de Carvalho Mota, nasceu na Fazenda Todos os Santos - Marruás, no dia 09 de fevereiro de 1911. Casado com Ananias Cavalcante Mota, filha de Enéas Alves Mota e Anélia Alves Mota, da Fazenda Santa Rosa - Marruás.

* São seus Irmãos: Agostinho casado com Ana Dolores; Abílio casado com Maria Luiza; Alice casada Francisco Mota Cavalcante (Abdon); Ataciso casado com Luzia Sobreira de Oliveira (Nenzinha); Izabel (Sia Bela) casada Domingos Alves Cavalcante (Seu Mingo); Ademar casado com Fausta Bastos Cavalcante; Mariquinha casada Adalberto Bastos Cavalcante; Absolon casado com Natália Cavalcante de Carvalho; Alaor casado com Edília Jataí Mota; Adauto casado com Ana Custódio Evangelista Mota.  Da irmandade de Apolônio somente Mariquinha vive...

* São filhos de Apolônio e Ananias: Luis, casado com Luiza Lucena; Luiza casada com Vicente Alexandrino; Luiz Aureliano, casado com Cleide Just; Luiza Anélia, casada com Francisco Leitão Lima; Luiza Amélia, viúva de Eudes Feitosa; Luiza Apolônia (solteira); Luiz Enéas, casado com Sandra Veríssimo.

* São Netos de Apolônio e Ananias: Avelange, Luzia Ananias, Neirelande e Carlos Windson / Solano (filho adotivo), Sirlano, Solange, Sinolanda, Sirlânia / Juliana, Leonardo e Daniele / Jéssica, Jeferson e Eveline / Victor e André.

.* Bisnetos de Apolônio e Ananias: Vanessa, Francisco / Luiz Neto, Avelange Junior, Lucas / Fernando, Greice / Pedrinho / Maria Clara / Gabriela / Jenifer e Filipe / Raul (meu neto).

* Sobrinhos de Apolônio e Ananias: inúmeros... Afilhados: também... Mais de mil amigos...

Anamélia Custódio Mota
Tauá- CE, 09 de fevereiro de 2012

Apolônio Cavalcante Mota - 101 anos
Almoço comemorativo - Fortaleza - CE
De pé: Isabel e Manoel Enéas.
Paraguassu, Ayla, Anamélia, Apolônio e Luiza.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

FRANCISCA CLOTILDE NO WWW.SONETO.COM.BR



DIVULGANDO OS SONETOS DE FRANCISCA CLOTILDE

--REGISTRO INSERIDO EM 2007-01-28

Nome: Anamélia Mota
Email: anamelyamota@yahoo.com.br
Cidade: Tauá - CE

Comentário:
Caro Trancoso, parabéns pelo site. Disponho de vários sonetos de poetas (mulheres) do Século XIX, que por preconceitos quase não figuram em antologias. Se você permitir, enviarei alguns para sua apreciação e provável publicação. Até breve. Anamélia

SONETOS.COM.BR: Por favor, Anamélia. Vi os sonetos de Francisca Clotilde e posso afirmar que em breve estarei publicando-os. Envie-os para o mesmo e-mail anterior. Agradeço DEMAIS pela sua contribuição. Um terno abraço!


--REGISTRO INSERIDO EM 2007-03-04--

Nome: Anamélia Mota
Email: anamelyamota@yahoo.com.br
Cidade: Tauá - CE

Comentário: Caro Trancoso Parabéns pela coerência e o selo que você tem por seus leitores e colaboradores. Na primeira vez que assinei o livro de visitas, afirmei que dispunha de alguns sonetos da poetisa cearense FRANCISCA CLOTILDE. Recebi a resposta de que poderia enviar. Tão logo enviei dois dos quais, foi deveras publicado. Isso é o que se pode chamar de compromisso com a literatura, não só a nível pessoal, mas também coletiva. Parabéns mesmo, o Brasil precisa de gente assim. Até qualquer hora, com votos de SUCESSO! Anamélia Mota

SONETOS.COM.BR: Cara Anamélia, felizmente já não são dois, mas dezenas de sonetos da poetisa que estão publicados aqui. Em breve, haverá uma página especial para eles... assim como especial é a sua contribuição para o mundo dos versos. Sou deveras agradecido a pessoas que contribuem para o crescimento deste espaço - você está entre elas! Abraços!! Obrigado!



REGISTRO INSERIDO EM 2007-04-17--

Nome: Anamélia Mota
Email: anamelyamota@yahoo.com.br
Cidade: Tauá CE

Comentário: Caro Bernado Trancoso Hoje foi mais um dia de ÊXTASE em minha vida - proporcionado por você, através da página dedicada a Poetisa FRANCISCA CLOTILDE. Agradeço de coração, em meu nome e em nome da História e Memória da Literatura Cearense. Posso mandar uma foto e uma minibiografia dela para publicação no início da página? Votos de SUCESSO com Paz e Saúde! Anamélia Mota

SONETOS.COM.BR: Êxtase... Curiosamente, Anamélia, foi este o título do soneto que escolhi para destacar na página inicial do sítio nesta semana... Andei pesquisando o seu trabalho como pesquisadora e divulgadora da poesia cerarense. Você, de fato, é que merece os louros por impressionantes labor e esmero. Parabéns!

*****

Sexta-feira, 27 de Abril de 2007
Agradecimentos (Por Bernardo Trancoso)

Gostaria de agradecer publicamente a três representantes do mundo dos sonetos que me presentearam com os seus e-mails neste mês: Anamélia Mota, Eric Blomquist e Fernando Aguiar. Todos eles, cada um a seu modo, tornaram o nosso sítio mais valioso, na grandeza da poesia que ele se propõe a divulgar.

- Anamélia, com a recuperação de diversos sonetos de autores cearenses, trouxe à tona uma poetisa de versos belíssimos, até então desconhecida por mim. Já criei até um espaço para ela em SONETOS FAMOSOS, incluindo biografia e foto da escritora. Com vocês, Francisca Clotilde:

"DESERTO

Esta casa que vês arruinada,
Solitária e deserta no caminho,
Foi outrora de noivos casto ninho
De ilusões e de risos povoada.

E hoje, como fúnebre morada...
Já não conserva o traço de um carinho,
Nem se ouve o trinar do passarinho,
Em seu muro, ao romper da madrugada.

Assim meu coração d’antes repleto
De esperanças e cândidos amores
É hoje como um túmulo, deserto;

E o vergel onde outrora as lindas cores
Das rosas de um porvir risonho e certo
Brilhavam, tem espinho em vez de flores!"

Anamélia, muito obrigado!


EDUCAÇÃO: LEIS, PLANOS, SABERES E PRÁTICAS

EDUCAÇÃO: LEIS PLANOS SABERES E PRÁTICAS

PREFÁCIO
Por José Medeiros

          Vivemos em um mundo globalizado, onde a cultura das grandes potências economicamente desenvolvidas sufocam e destroem as pequenas, impossibilitando uma educação em defesa da vida. Essas potências dominam os meios de comunicação de Massa e conseguem transmitirem os seus interesses (sempre lucrativos e dominantes), usando sempre as melhores técnicas e atingindo a todos.

          Pensar a educação neste contexto é se deparar com  frustrações e muitas vezes cair no pessimismo. Até porque muitos educadores, fruto deste mundo neoliberal, são obrigados a entrar no mundo educacional para sobreviver. Alguns, com sobrecarga de trabalho para completar o orçamento familiar. Outrossim, não podemos esquecer que a maioria dos educadores foi educada de forma “Bancária” e no Regime Militar, dificultando o seu desejo de promover uma educação democrática e participativa.
 
          A educadora Anamélia Mota, uma das mais bem conceituadas do Município de Tauá, inquieta com este contexto, sonha em proporcionar aos educadores uma nova visão e ao mesmo tempo uma nova proposta de atuação do educador em sala de aula, e na vida, visto que ela propõe neste trabalho a ultrapassagem das paredes da sala de aula.

         À medida que o  leitor for avançando e viajando pela leitura desta obra perceberá a riqueza de uma experiência profissional que sem dúvida se assemelhará  com a experiência de milhares de educadores e educadoras embora cada uma tenha uma singularidade na sua essência.

         A cada tema sugerido tido pela autora é introduzido com um pensamento de um grande escritor de nossa história, possibilitando uma reflexão por parte do leitor.

         A autora ainda propõe a cada leitor e especialmente ao educador que fizer uso desta obra, ultrapassar a visão do professor que se coloca na posição de achar que ensina algo a alguém, como se o educando fosse “uma tábua rasa”, e chegar a uma nova visão, onde a educação é vista como um processo onde educando e educador vão construindo juntos através da troca de experiências, vivências coletivas e individuais que vão se dando nos mais variados espaços sociais.

      Apresenta ainda propostas metodológicas e conta experiências vividas e concretas.

       Boa leitura e bom uso desta obra prima inédita! 
    Pe. José Medeiros da Silva

                                                                                                Tauá - CE, abril de 2003

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

LER, ESCREVER E CALCULAR: REFLEXÔES PSICOPEDAGÓGICAS

Anamélia Custódio Mota - Discurso Lançamento
 
         Boa noite a todos que deixaram seus afazeres para se fazerem presentes neste ato de lançamento de nosso livro, Ler escrever e calcular: reflexões psicopedagógicas.
         Um encontro como o desta noite é a prova de que existe uma preocupação com a realidade a que nos propomos pesquisar. E mais do que isso, um compromisso de educadores em prol de uma causa social: o combate ao analfabetismo.
         Dois anos se passaram desde o lançamento de Educação: leis planos saberes e práticas...
         Mais uma vez nos expomos através de um livro, que não é um trabalho individual, como os senhores e as senhoras verão, mas, uma reunião de idéias de vários escritores entre eles, vários alunos, peça fundamental de nossas preocupações.
         Nossa ação no presente está dirigida em favor das classes menos favorecida, temos bastante consciência para não nos deixarmos levar pelos primeiros gritos. Demais, como estamos dentro do nosso programa, só dentro dele admitimos censuras. Para isso, porém, só aceitamos a palavra autorizada dos mestres que, nessa emergência, só poderá estar conosco.
         Agradecemos de modo especial a professora Célia, a quem primeiro procuramos quando da intenção de tornar público essas nossas anotações, teóricas e práticas. E nos deu a honra do prefácio.
         Nossos agradecimentos à professora Marbênia, a quem reafirmamos ter sido lâmpada na caminhada do curso de pedagogia. e nos deu a honra do posfácio, encontrado na orelha da contra capa.
         Agradecemos a prefeita Patrícia, que se dispôs a dar apoio cultural para que fosse viabilizada a publicação da obra. A concretização se deu com o sim da coordenadora do Cred XV, Lindomar a quem a educação pública do Tauá muito deve.
         Tem uma pessoa que, sempre esteve presente nos momentos de reflexão da (minha) prática pedagógica, especialmente nas aulas de português e história. A quem dedico o presente livro, a maior mestra do Tauá: Dalva Mendes Coutinho (Irmã Mendes).
         Tem certas coisas que são muito fortes na vida da gente, às vezes uma pequena frase... E foi justamente uma frase da professora Aureamélia, “Continue escrevendo, não desista”, que me fez continuar. Muito obrigada! Uma honra tê-la conosco.
         Agradecemos a Gráfica e Editora Canindé, de nossos conterrâneos Iran e Lulu que incondicionalmente aceitaram fazer a publicação.
         Presto neste livro, com a licença da professora Vilani, uma homenagem especial ao papai, pela via sacra que ele tem vivido... E que na medida do possível temos acompanhado.
         Peço licença aos colegas do curso de especialista em História e Sociologia para aqui contar uma história de Gabriel Garcia Márquez:
“Era uma aldeia de pescadores, perdida nos confins do mundo,
1.   Uma aldeia em que as pessoas haviam sido comidas pelas mesmas rotinas que se repetiam todos os dias.
2.   E quando se encontravam umas com as outras, não mais sorriam, porque já sabiam diante mão o que iriam dizer, os gestos que iam fazer.
3.   Era uma monotonia sem fim, da qual fugira toda alegria, todo riso, toda festa.
4.   E as pessoas eram tristes...
5.   Até que um dia um menino olhou para o mar e viu coisas estranhas. E gritou e chamou as pessoas da Aldeia. Curiosas, imaginando que qualquer coisa seria, pelo menos, uma quebra de monotonia. O mar subindo e descendo, sem pressa, foi trazendo aquela coisa, até que a colocou sobre a areia”.
6.   E para espanto de todos era um homem morto.
7.   E com homem morto só existe uma coisa a fazer: ENTERRAR.
8.   E o costume era que as mulheres preparassem os mortos para o sepultamento.
9.   E os maridos que estavam ao lado de fora, olhando para dentro, perceberam que o morto tinha o poder de fazer com as suas mulheres aquilo que eles, mortos vivos não podiam mais...
         Se nos apoderarmos de algumas idéias contidas nessa historinha e as analisarmos dentro de nossa prática pedagógica certamente reverteremos a nossa cara carrancuda e nós e nossos alunos seremos mais felizes.       
         Espero e desejo que não seja esse o caso da escola e da rotina de cada um de nós. 
         Muito obrigada a todos pela presença.
         Um grande abraço.
Anamélia Custódio Mota
Tauá - CE, Teatro e Cine São José, 09 de junho de 2005